Coronavírus: impactos e desafios para o mercado imobiliário

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O coronavírus, também conhecido por COVID-19, é uma realidade no Brasil. Neste momento, é mais do que necessário estarmos atentos às nossas ações para evitarmos a transmissão do vírus. Ainda assim, é extremamente importante manter a calma e agir de forma inteligente.

 

O que é o coronavírus e como evitar sua transmissão

    Em uma entrevista para o Progicast, a dra. Laura de Almeida Lanzoni, médica especializada em infectologia, explica que o vírus é parecido com o do resfriado e por isso é transmitido da mesma forma. Por consequência, as recomendações são de lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-las com álcool, e evitar tossir ou espirrar em lugares públicos, protegendo a boca com o cotovelo, se necessário. 

A médica recomenda ainda a opção de home office, isto é, a possibilidade de trabalhar remotamente de casa, como medida preventiva. Essa modalidade de trabalho pode ser um desafio, pois demanda maior efetividade na gestão das equipes e na comunicação interna.

 

 Como o coronavírus pode afetar o ambiente de trabalho?

    O local de trabalho é um local que geralmente possui uma aglomeração de pessoas, estabelecendo um maior contato entre as pessoas, possibilitando o contágio mais facilmente. Por essa razão, o Seconci-SP (Serviço Social da Indústria da Construção do Estado de São Paulo) destaca que a higiene é a medida de proteção mais eficiente. 

A organização indica que as empresas forneçam água e sabão nos canteiros de obras, para que os trabalhadores tenham fácil acesso e façam a higienização das mãos frequentemente. Outras recomendações são higienizar dos EPIs, os Equipamentos de Proteção Individual, disponibilizar frascos com álcool gel 70% em vários locais da empresa, e evitar aglomerações.

Em sua cartilha sobre o coronavírus, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) orienta como prevenir sua disseminação no ambiente de trabalho:

– Estabelecer medidas de higienização: lavatórios com água e sabão, sanitizantes (álcool gel e/ou outros), limpar os espaços de trabalho frequentemente e manter o ambiente ventilado;

– Criar medidas para conter a disseminação do vírus: evitar aglomerações, respeitando um espaço de 2 metros entre pessoas e incentivar a comunicação por meios tecnológicos (videochamadas, grupos de conversa e etc.);

– Reforçar para que pessoas pertencentes aos grupos de risco permaneçam em casa, com o gestor decidindo se aplicará home office, férias remuneradas, ou licença remunerada;

– Conceder férias individuais ou coletivas aos funcionários, quando possível;

– Flexibilizar a jornada de trabalho, com turnos flexíveis e diferenciados, para evitar aglomerações;

– Disseminar orientações das autoridades de saúde locais e conscientizar os trabalhadores a respeito do contágio do vírus.

O presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho, explica que as decisões a serem tomadas vão depender da realidade de cada empresa. Por isso, os gestores devem se atentar com o que estiver previsto nas convenções trabalhistas e agir de acordo. Ele salienta que jornadas de trabalho diferenciadas deverão ser aplicadas com um contrato escrito, que poderá ser feito no retorno das atividades, devido à seriedade da situação atual.

Como o coronavírus pode influenciar o mercado imobiliário?

Tratando do mercado imobiliário, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, explica que há um diálogo entre a entidade com instituições financeiras, de forma a encontrar uma solução para não prejudicar o mercado. Ele aponta que o novo programa de habitação de interesse social pode dar maior espaço de atuação e que há uma possibilidade de maior crédito para as empresas e para as pessoas.

O sócio-diretor da Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo comentou sobre a situação:

O que a gente tem visto do impacto do COVID-19 na economia como um todo, mas sobretudo no mercado imobiliário, é uma mudança de cultura. Algumas coisas em época de crise tendem a mudar a maneira como as pessoas se relacionam. Isso quer dizer que até os canais de venda e de comunicação podem se tornar mais virtuais daqui pra frente, mesmo após o fim da pandemia. Esses são alguns exemplos de como a mudança de hábito que temos visto pode afetar o comportamento do consumidor e do empresariado do setor imobiliário. 

É obvio que ainda é muito cedo para planejar e fazer inferências muito distantes de como ficará o nosso mercado. É justamente por isso que estamos marcando a palestra online para daqui duas semanas, no dia 02/04, onde falaremos mais do histórico do impacto do COVID-19 no mercado imobiliário brasileiro. 

Para tanto, já estamos rodando duas pesquisas paralelas, uma junto ao empresariado do setor, com investidores, loteadores e incorporadores espalhados no Brasil inteiro, para entendermos como o coronavírus está impactando no desejo de investir no setor imobiliário. 

A segunda pesquisa vem sendo trabalhada com centenas de pessoas que declararam estar interessadas em comprar um imóvel no ano de 2020, para entendermos se o vírus está afetando o interesse de compra desse potencial consumidor imobiliário. 

Então, apresentaremos essas duas pesquisas em primeira mão nessa palestra online para termos uma leitura real do impacto da pandemia perante esses dois grupos: o empresariado imobiliário e os potenciais consumidores de imóveis no Brasil.

Ficou interessado na nossa palestra online “Coronavírus: impactos e desafios para o mercado imobiliário”? 

Ela acontecerá no dia 02/04, às 09h, ao vivo em nosso canal do YouTube.

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