Seu negócio é você: gerencie sua marca pessoal

Já tenho um bom trabalho e uma carreira consolidada. Ainda preciso gerenciar minha marca pessoal? Esta pergunta pode permear os pensamentos de profissionais que já se consideram bem-sucedidos (as) no mercado, e a resposta é: Sim. Mesmo que já esteja em uma carreira sólida, seu Personal Branding (ou marca pessoal) precisa corresponder ao que almeja manter e/ou ser, em constante gestão. Tenha consciência de que ela é o seu negócio.

Gerar conteúdos, emitir opiniões consistentes e buscar conhecimento através da troca com outras empresas e profissionais (benchmark e network) não significa necessariamente que você esteja interessado (a) em mudar de emprego. Ao contrário, você pode gerar bons conteúdos para sua marca pessoal através de sua experiência atual, agregando valor percebido à companhia em que atua, trazendo visibilidade, autoridade e propriedade também para si.

Uma pesquisa realizada pela Altimeter Group em parceria com Linkedin e divulgada pela revista Exame em janeiro deste ano afirma que “os funcionários de empresas que investem em iniciativas de marca pessoal são 27% mais propensos a se sentirem otimistas em relação ao futuro da empresa; 20% são mais propensos a permanecerem em sua empresa; e 40% são mais propensos a acreditar que sua empresa é mais competitiva”.

É importante lembrar que todo esse enredo deve antepassar e transpassar as redes sociais, que, apesar de terem grande impacto na forma como agimos em tempos modernos, podem ser enxergadas como “casas alugadas” onde, apesar de concentrarem grande parte do que pensamos, não é nosso espaço de fato, e que, se algum dia forem extintas (e vale lembrar do finado Orkut) tudo que foi construído ali sobre você, também pode acabar. A marca pessoal deve ser construída e gerida em espaço físico de forma clara, através de atitudes, propósitos e ações e transcrita para as plataformas (não o inverso), como um crossmedia físico-virtual.

Assim como marcas de produtos, a marca pessoal deve ser construída gradativamente, não “da noite para o dia”, como quem lê um manual de “como devo ser” e pronto. Deve ser real e um apanhado que transcreva com clareza a seleção do que você considera importante e válido em suas vivências, experiências, crenças e valores… ela é um “espelho”, que reproduz o reflexo que irão enxergar quando te verem (ou ouvirem – de forma mais figurativa possível).

Não se confunda: Branding e Marketing pessoal são termos distintos. De forma resumida, Personal Branding é o que você é, o que te faz ter valor percebido, é sua marca. Marketing Pessoal é onde e como você a evidenciará, atribuindo então o preço a seus atributos. É como pensar em duas perguntas simples para mensurar. Primeiro: quão real é minha opinião/ação? Segundo: quanto vale minha opinião/ação? Dessa forma certamente você entenderá se seus propósitos entre Marketing e Branding estão alinhados.

Quer saber como trabalhar estes aspectos para alavancar sua carreira através da marca pessoal alinhada à comunicação empresarial? Saiba como ser o (a) porta-voz de sua empresa. O curso Media Training, ministrado pela jornalista Fabiane Ribas está disponível na plataforma eBrain e ensina, entre outros tópicos, sobre comunicação nas redes sociais, entrevistas: como performar bem, assessoria de comunicação e muito mais.

Por: Joice Chagas, Analista de Marketing eBrain